A passada quinta-feira foi noite de Barraquinhas em Vila Real. A última deste ano, por sinal. É claro que, por poucos que fossem, teriam que estar presentes missionários macacos nesta festarola. Assim, lá me encontrei com o Quim Jó no sítio do costume.
Foi a macacada habitual, talvez um pouco menos, porque o Badalhox não estava presente, mas também porque o pessoal agora olha para nós como nós olhávamos para os que nos antecederam. Já estamos do outro lado, já trabalhamos, já somos (agora sim) doutores... Estranha, esta sensação... E não fosse o facto de estar com companhia macaca, bem posso dizer que me sentiria completamente desenquadrado naquele ambiente.
Felizmente, isso não aconteceu, nem poderia acontecer! Nas fileiras dos caloiros de Med Vet ingressou novo sangue macaco: um primo do Didi! Nunca em Vila Real se tinha ouvido em tão altos brados o nome Frias...
Porém, e lamentavelmente, não pude deixar de reparar em certas coisas que mudaram e, na minha opinião, só vêm prejudicar o espírito académico e o ambiente único das Barraquinhas. E só vou falar da nossa barraca...
Quando pedi uma bebida, fui imediatamente informado do preço, com um "simpático" estender de mão. Só faltou ouvir "Não há moedinha, não há bebidinha..." Mas, até aqui, tudo bem. A moça não me conhecia de lado nenhum e não podia correr o risco de eu depois me escapulir com a bebida sem pagar. O problema foi quando vi que este comportamento eram "instruções" que tinham! Até aos próprios colegas, perfeitamente conhecidos, faziam os mesmo...
Outra. O Quim Jó pediu para guardar o casaco. A resposta foi que já não cabiam mais. Nunca a parede do fundo da barraquinha foi tão visível! Na nossa altura, quando não cabiam mais, era porque o monte de casacos quase chegava ao tecto...
E, agora, o mais lamentável. Acreditem ou não, a cerveja acabou perto das 4h00. Acham que abriram outro barril? Nem pensar! Tivemos que ir beber a outra barraca. Onde é que já se viu? Bons tempos em que se acabava a noite a berrar "Bar Abeeeeerto!!!"
Não sei se alguém que esteve na organização disto vai ler este post ou não. De qualquer forma, se este tipo de atitudes, escolhas ou organização têm por objectivo angariar o máximo de dinheiro, desenganem-se. Não vale a pena, no final das contas todas há-de dar uns trocos insignificantes. É claro que tem que haver controlo, mas para que não haja prejuízo - se não houver, dêm-se por satisfeitos! É porque correu 5 estrelas e não tiveram que andar a semana toda preocupados com o que vão ou não deixar de fazer, Além disso, divertem-se e será mais fácil não estarem de trombas na barraquinha, como se ali estivessem por obrigação.
Mas até há coisas que não mudam tanto assim. Pelo menos, às 5 e tal, lá estavam o Quim Jó e o Muga na Tujeira, à conversa com uma velhinha de 70 e tal anos e dois polícias... A senhora estava desolada, imaginem, pelos 4 que o Porto encaixou do Arsenal! Demais... Mas o Quim Jó que vos conte, que ele é que estave toda a noite possuído pela sua nova máquina fotográfica...